sábado, 13 de dezembro de 2008

Há um ano atrás...


... Estava eu a chegar ao Laos.
E acho que o regresso está para breve

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vinte e Seis

Afinal não custou assim tanto

sábado, 29 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Mas do que eu gosto mesmo...

... é do céu azul

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Andando por Chengdu

Nos dias em que o Sol se vai deixando ver, o que acontece em média uma vez a cada duas semanas, vou aproveitando para descobrir novos cantos da minha cidade. Sendo que falamos de uma zona urbana de mais de 3 milhões de habitantes, os novos cantos são quase inesgotáveis e aquilo que mais impressiona, como, de resto, em qualquer outra cidade chinesa, são os contrastes. No meio de uma zona nova, arborizada e arranjadinha, basta enfiar para a esquerda ou direita e entrar naquele beco de aspecto menos moderno (e às vezes é preciso passar duas ou três vezes até reparar neste beco) para entrar noutro mundo. Ruas que não vêem a luz da modernidade há um bom par de lustros. Um aspecto que é comum a quase todas estas zonas é o carácter abaixo, desenhado nas paredes.


Significa que o prédio ou zona em questão vão ser demolidos em breve.

Existe uma crítica recorrente a alguns viajantes que por vezes se deixarão deslumbrar com a miséria alheia, romanceando-a de alguma forma. A verdade é que é fácil cair nesta armadilha e eu próprio vejo com alguma pena o fim destes bairros. Não deveria, uma vez que, em princípio, isto significará que os seus habitantes verão a sua qualidade de vida melhorar. Mas, de um ponto de vista totalmente egoísta, as oportunidade fotográficas que se perderão são quase infinitas. Aquilo que a minha objectiva mais aprecia é o facto de tudo se fazer na rua. Fica o registo.



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ultimamente - Última parte


Conclusão: Se não sabes jogar à bola não inventes...

domingo, 2 de novembro de 2008

Incursões tibetanas - Danba

As paisagens...

As crianças...


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Incursões tibetanas - Tagong

Os artistas...

A localidade...

Os arredores...


As pessoas....

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Incursões tibetanas - Kangding

Setembro foi o mês da minha primeira incursão pela parte tibetana da província de Sichuan. Antes, durante e imediatamente depois dos Jogos, esta zona, no Oeste da província, esteve inacessível a estrangeiros, e a verdade é que ainda se notava uma atmosfera de alguma tensão na altura em que andei por lá. Fica o registo fotográfico da primeira paragem, Kangding (康定), a 8 horas de Chengdu.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ultimamente - Parte II

A maioria dos estudantes estrangeiros em Chengdu, ou, pelo menos, aqueles que auto-financiam os seus estudos, acaba, cedo ou tarde, por encontrar algum tipo de part-time por aqui. Os dois mais típicos são as relativamente bem pagas, aulas de idiomas, ou, os extremamente bem pagos, trabalhos de manequim. Como 1,75m não chegam para ser modelo nem na China, comecei, praticamente desde que cheguei, a dar aulas de inglês. Primeiro foram aulas privadas de business english, e, entretanto, já tive turmas de adultos, adolescentes e crianças, e já dei aulas em escolas e em empresas.

A título de curiosidade deixo uma cláusula do meu contrato com uma das escolas privadas locais:

When it comes to the teaching contents, sensitive topics like 3-T principle, religions, are taboos. Once found out we have the right to terminate his or her teaching service.

Nota: 3-T = Taiwan, Tibet e Tianmen Square

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ultimamente - Parte I

Tive o prazer de receber as primeiras visitas portuguesas (ou melhor, as primeiras visitas portuguesas vindas de Portugal) em Chengdu no final do mês de Julho. O Fernando e o Abel chegaram e, depois de uma pequena introdução à cidade, iniciámos a peregrinação pelos arredores.


A primeira paragem foi em Le Shan (乐山) para conhecer aquele que se tornou, graças aos Taliban, no maior Buda do mundo.

Seguimos depois para Emei Shan (峨眉山) onde nos esperavam alguns dias de caminhada até aos cerca de 4 mil metros do pico.



Pelo caminho fomos apreciando paisagens magníficas que o tempo descoberto proporcionava...

...demos de caras com uns quantos macacos...

.... e dormimos em templos budistas.

Finalmente acabámos por chegar ao pico...



...e fomos beber umas cervejinhas para celebrar.


No caminho de volta decidimos meter-nos numa máquina do tempo e voltar até Inglaterra no séc. XVII...


...onde apanhámos o último comboio a vapor do mundo (?) e regressámos a Chengdu.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Porque a vida continua...

... as crianças continuam a brincar...


... os jovens a fazer desporto...


... e os menos jovens a jogar às cartas...

... ou mahjong (não estivessemos na China)

domingo, 8 de junho de 2008

Rumores

Desde o primeiro dia que os mais diversos rumores se foram espalhando. Se bem me lembro, o primeiro foi de que iria deixar de haver água canalizada durante uma semana. O segundo também estava relacionado com água, e dizia que esta iria ser tóxica durante não sei quanto tempo. Eu tomei um banho nesse dia e não notei nada de anormal, a não ser quando saí de casa e reparei nas multidões de chineses a esgotar os stocks de água nas vendas de rua e a lotar os supermercados comprando comida, bebida e tudo o que mais fosse necessário para sobreviver durante as semanas seguintes.

Depois começaram os rumores sobre as réplicas fortes que se supostamente se iriam suceder. Faz parte do senso comum que um terramoto origina réplicas. E quanto mais forte o terramoto, mais fortes as réplicas. No entanto, um suposto grupo de peritos chineses conseguia prever não só quando se iriam dar as réplicas como também a sua intensidade. E os rumores foram-se espalhando por mensagens e pela internet... até que chegaram à televisão. Sim, na televisão, esta comissão de especialistas anunciou, por duas vezes tanto quanto sei, que se previa para tal noite um sismo de intensidade muito elevada (6, 7?). Um amigo chinês explicou-me que baseavam a sua teoria no comportamento dos animais. Um outro, disse-me que esperavam que o terramoto repetisse o padrão de um outro que se tinha dado não sei quantos lustros antes...

A população já andava, como era natural, alarmada e nervosa. Apesar de, como já disse antes, não terem havido danos materiais significativos em Chengdu (leia-se, não caiu um único edifício), as famílias resolveram trocar o "municipal" por "de campismo" e montaram tenda no parque mais próximo.

Num cenário destes é normal que se propaguem todos os tipos de rumores (por mais absurdos que sejam), mas aquilo que mais me impressionou foi que fosse o Governo um dos responsáveis pela sua dessiminação. E sim, Governo e televisão são a mesma coisa.

Pela minha parte, refugiei-me no meu típico cepticismo e a todos dei a mesma resposta: "É impossível prever sismos." E fui para a cama.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Réplicas

Faz hoje duas semanas desde que foi sentido o primeiro terramoto em Sichuan, e é-me impossível precisar quantas réplicas senti desde esse momento. cinquenta, cem, duzentas? Em casa, no sétimo andar, se estiver sentado ou deitado chego a senti-las a cada dez minutos; em restaurantes, cafés ou na universidade, em andares mais baixos ou rés-do-chão, só se sentem algumas, dependendo da sua intensidade. Curiosamente, se estiver na rua, em movimento, nem as mais fortes se sentem.

A réplica mais forte foi sentida precisamente ontem, Domingo, e terá atingido entre 5.8 e 6.4 na escala de Ritcher. No momento estava a jogar futebol (o primeiro jogo depois da tragédia, sinal de que, apesar de tudo, as coisas começam a voltar ao normal na capital de Sichuan) e ninguém, nem jogadores nem público, se apercebeu do ocorrido. Só quando regressei ao apartamento fui informado pelo meu companheiro de casa, que me disse que foi a primeira vez que uma réplica o fez reviver as sensações do primeiro terramoto.


Eu já deixei de acordar de noite com as réplicas e aquelas que sinto durante o dia já não passam de um embalo, quer esteja a estudar ou a ver um filme. O cérebro foi-se habituando e a sensação de medo a pouco e pouco deixou completamente de existir. Mas eu sempre fui um céptico, e ainda para mais um céptico que não vê televisão. Lá fora, os espaços verdes, sejam parques municipais ou campos de futebol, continuam a assemelhar-se a autênticos parques de campismo, alimentados pelo medo que ainda vive e pelos rumores que se vão dessiminando.