quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O Tibete
Apesar de não ser assim reconhecido por nenhuma outra nação, a verdade é que no imaginário Ocidental o Tibete é, sim, um país independente. Nos folhetos das agências de viagem portuguesas, não sei se por provocação, desconhecimento ou estratégia, o Tibete é anunciado como um destino à parte da China. Na China, no entanto, ninguém coloca sequer a hipótese de o Tibete vir a ser algum dia um país independente. O Tibete foi, é e será parte integrante deste país multiétnico e multicultural. Em que ficamos? Têm razão os ocidentais ou os chineses?
Os argumentos baseados na História são complicados e sempre sujeitos a manipulações e diferentes interpretações. Afinal quando é que realmente o Tibete passou a fazer parte da China? Não após o triunfo comunista, como muita gente imagina, mas certamente muito tempo antes. Exactamente quando e em que moldes é a questão mais disputada entre Comunistas e Tibetanos. Mas será que é a mais importante?
No mesmo dia em que os Tibetanos no exílio recordam a destruidora invasão comunista que inaugurou a perseguição da sua religião como veneno, os chineses comemoram o aniversário da libertação do Tibete – libertação do regime teológico, feudal e esclavagista que era perpetrado pelos monges.
Quem tem razão? Em alguma medida, ambos, certamente. Mas quem tem razão, então? Não podem ser ambos, pois não?
Lembro-me de, numa das primeiras discussões que tive sobre este tema com um chinês (e que me levaram a evitá-las a partir daí), lhe ter perguntado se a maioria dos tibetanos se consideravam chineses. Ele disse-me que sim. Eu disse-lhe que gostaria ir ao Tibete e ganhar alguma sensibilidade sobre o que as pessoas aí realmente pensam. Não será esse, na realidade, o único argumento válido, pensava eu?
Não quero de forma alguma ser juiz de um tema sobre o qual sei muito pouco, mas parecia-me que era esse o único argumento realmente importante. Tudo o resto seria uma discussão fútil porque nunca chegaria a ter um fim.
Obtive a minha resposta. Tenho agora uma opinião formada e não preciso de ler mais nada sobre este assunto para a fundamentar. Tu és aquilo que te sentes, independentemente da forma como os outros te queiram catalogar. Não é isso a liberdade?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Novas incursões tibetanas
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Mais viagens

A cidade imperial é conhecida internacionalmente pelo exército de Terracota - para quem não se lembra, um enorme exército de guerreiros, em terracota, construídos em tamanho real e todos diferentes, imagina-se que para proteger o imperador durante o seu descanso eterno. Os bonequinhos impressionam, mas não tanto como o local e circo montado ao seu redor que impressionam apenas pelo mau gosto. Nas palavras da Sol, que revi ontem: "Uma estufa gigante com luzes brancas de hospital".

Era uma visita que estava nos planos ainda antes de ter chegado à China e que inexplicavelmente teve que esperar 2 anos e meio. Mas o melhor ainda estava para vir.

quinta-feira, 23 de julho de 2009
Bem vindo a Lisboa
Foi esta a tirada com que o taxista que me levou do aeroporto a casa da minha irmã se despediu. Há coisas que nunca mudam.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Previsões pouco animadoras
Será que ainda há mais para vir?
China ameaça apertar censura na Internet
25.06.2009 - 10h29 PÚBLICO, Agências
O Google esteve bloqueado hoje durante duas horas na China e as autoridades de Pequim anunciaram novas regras proibindo o acesso a informação pornográfica na Web, dois passos que são vistos como parte de uma estratégia global para limitar o acesso à Internet no país com mais internautas do mundo.
O acesso às funções de pesquisa e ao correio electrónico do Google estiveram bloqueados, horas depois de este motor de busca ter sido criticado pela agência oficial Xinhua e pelo Diário do Povo por permitirem o acesso a conteúdos pornográficos.
“É claramente um aviso ao Google bem como a outras companhias estrangeiras”, disse ao “Guardian” Xiao Qiang, o fundador do site China Digital Times. “É também um sério aviso ao netizens chineses. O Governo está a mostrar a sua determinação em manter a Internet sob controlo”, acrescentou.
A partir de 1 de Julho, todos os computadores na China terão de ser vendidos incorporando um filtro chamado Green Dam (Barragem Verde), uma medida que os Estados Unidos criticaram abertamente na quarta-feira.
Para a administração norte-americana, o Green Dam viola regras comerciais, enfraquece a segurança dos computadores e levanta sérias preocupações quanto à censura na Internet, sintetiza a BBC.
“A China está a colocar as empresas numa situação insustentável, ao exigir-lhes, virtualmente sem dar qualquer informação prévia, a pré-instalar um software que parece ter implicações ao nível da censura e da segurança das redes informáticas”, disse o secretário norte-americano do Comércio, Gary Locke.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388621&idCanal=11
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A censura novamente
O que vale é que há sempre alguém que vai descobrindo maneiras de dar a volta a estas proibições. Desta vez tenho que agradecer ao Cláudio.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
O sismo na Rádio Macau
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Chengdu Zebra Music Festival
Pela minha parte tive oportunidade de participar no primeiro “Rock in Rio” de Chengdu (ainda que eu seja mais Sudoeste) por uma fracção do preço.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Há um ano atrás...
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Gripe A H1N1: Primeiro caso na China continental... em Chengdu
Os testes realizados no Hospital de Doenças Infecciosas de Chengdu, capital da província de Sichuan, confirmaram a presença deste novo vírus, noticiou a agência oficial China Nova, citando o Ministério da Saúde. O jovem, Bao, deixou os EUA, onde estuda, a 7 de Maio, passando por Tóquio antes de voar para Pequim e em seguida para Chengdu, onde chegou no sábado.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Em viagem XIV - Última paragem em Guangxi

terça-feira, 14 de abril de 2009
Em viagem XIII - Bangkok
Gostei de me perder no caos urbano e de me reencontrar, a espaços, em espaços frescos e silenciosos, quase que pequenos oásis numa cidade onde quase sempre há muita gente e onde o calor é um manta húmida e abafada. E apesar de nunca ter lido nada sobre Bangkok, imagino que seja um lugar comum dizer-se que há várias Bangkoks dentro de Bangkok. Mas mesmo assim digo-o (ou repito-o).
Há, por exemplo, a Bangkok dos turistas, amontoados nas 3 ou 4 ruas das guest-houses, hippies, bronzeados e tatuados, como uma massa uniforme de gente que quer ser diferente. Há a Bangkok chinesa (ou cantonesa) do labirinto de minúsculas e intermináveis ruas e vielas de cheiros chineses e desse formigueiro humano que é a China das Chinatowns. Há a Bangkok do turismo sexual, onde se misturam os turistas curiosos (ou será ao contrário?), com os seus espectáculos inenarráveis saídos de filmes de série B. Há a Bangkok moderna que podia ser em qualquer cidade chinesa. E há a Bangkok da gente normal que apanha o barco para ir para o trabalho porque as ruas estão demasiado congestionadas. E haverá muitas outras, tantas quantas as pessoas que a habitam, como acontece com qualquer outra cidade no fundo.
A minha Bangkok é uma mistura de todas estas e tem ainda algo que é só meu e dela. Uma surpresa por fim, depois das desilusões que tinha encontrado até então.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Em viagem XII - Full Moon Party
Na verdade percebo o porquê – a praia, no extremo sul da ilha, para além de, por si só, ser muito bonita, é abençoada com a melhor vista do mundo para a lua cheia, que, num lento movimento vertical iniciado a partir do Oceano, vai deixando ver a sua face precisamente no centro da praia e da festa. É uma vista impressionante… ainda que duvido, que no meio de toda aquela confusão, haja muita gente com discernimento suficiente para a apreciar como ela merece.
Não menos impressionante é o nascer do sol e os maravilhosos tons de azul com que a natureza presenteia os (ainda muitos) foliões que resistem até ao amanhecer. Foi nessa altura que voltei para casa, no último barco, arrependido de não ter levado a máquina fotográfica… já que, bem vistas as coisas, desta vez limitei-me a ser espectador.
Fotos do "Mateus"
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Em viagem XI - A praia
Não foi fácil chegar à praia. A certa altura cheguei a pensar que o mundo se tinha unido contra mim para me impedir de chegar ao Sul da Tailândia. Mais tarde, já à sombra de um coqueiro, cheguei à conclusão que o mundo tem mais que fazer do que se preocupar comigo e que sofrer para se alcançar um objectivo valoriza-o ainda mais.
Depois de 48 horas praticamente sem pregar olho, perseguido pelas mais variadas contrariedades, cheguei finalmente a Koh Tao, uma ilha no sul da Tailândia. Areia branca, água tépida e paisagens de cartão postal foram os ingredientes para os dias que se seguiram, na companhia de um grupo multinacional, todo ele vindo de Chengdu, que mais ou menos por coincidência se encontrou todo nesta parte do mundo.
A Tailândia tem, provavelmente, as praias mais bonitas do mundo. Tem, sem dúvida, uma das indústrias turísticas mais desenvolvidas do mundo, o que, quase sempre, me deixou algo desiludido e com saudades da autenticidade da China. Mas o objectivo primário da viagem estava cumprido – mais de um ano depois estava na praia. E soube bem.

quarta-feira, 25 de março de 2009
Em Viagem X - No paraíso dos mochileiros
Da primeira vez que vim cá, rendi-me a esta aberração que é estar no Laos sem estar no Laos e que, diga-se, pode ser bastante divertida, por um lado, e relaxante, por outro, desde que se esteja com o estado de espírito adequado. Desta vez não estava, e, por isso, preferi passar os dias de bicicleta pelos arredores e ir para a cama cedo com os meus livros.
Os arredores de Vang Vieng são maravilhosos; e com toda a gente a chapinhar dentro de água não se encontrava quase ninguém pelo caminho. Os dois miúdos que aparecem na fotografia abaixo (há mais um na parte de trás do veículo) ofereceram-me ópio (!) Foi a segunda vez que mo ofereceram no Laos e a primeira tinha sido uma velhota…
O ponto alto da minha passagem por Vang Vieng foi quando, já perto do pôr do Sol, decidi subir um dos muitos montes característicos da região e me deparei com uma vista de tal modo espectacular, que não há fotografia que lhe faça justiça. E toda para mim!

Mas ainda havia uma surpresa reservada para o dia da minha partida. Acordei de madrugada para apanhar o primeiro autocarro do dia para Vientiane, e deparei-me com a mais famosa cerimónia do Laos, em que os monges se juntam, diariamente, e fazem uma ronda pelas principais ruas da localidade para recolher esmolas e comida. Na cultura budista, a melhor forma de “adquirir” bom Karma é tratar bem os monges, não só desta forma como também reservando-lhes alguns direitos especiais – nos transportes públicos da Tailândia, por exemplo, há sempre lugares reservados para monges, que também não têm que pagar bilhete.
No total já passei mais de um mês no Laos, mas foi no meu último dia no país, e totalmente por acaso, que vi finalmente esta importante cerimónia. Acho que é altura de começar a recuperar do karma negativo que já devo ter acumulado. Há um monge tailandês que tem aulas na sala ao lado da minha. Amanhã vou convidá-lo para almoçar.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Em viagem IX - Luang Prabang
Tinha estado emLuang Prabang há pouco mais de um ano atrás e achei a cidade ainda mais bonita do que quando a deixei. O número de turistas também aumentou e os preços também me pareceram ligeiramente inflacionados. Em todo o caso, fica ainda a anos luz dos destinos mais turísticos da Tailândia.
Estive em algumas partes onde ainda não tinha estado mas fiz questão de ainda deixar outras para a próxima a próxima visita.
Ficam as imagens:
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