Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Previsões pouco animadoras
Será que ainda há mais para vir?
China ameaça apertar censura na Internet
25.06.2009 - 10h29 PÚBLICO, Agências
O Google esteve bloqueado hoje durante duas horas na China e as autoridades de Pequim anunciaram novas regras proibindo o acesso a informação pornográfica na Web, dois passos que são vistos como parte de uma estratégia global para limitar o acesso à Internet no país com mais internautas do mundo.
O acesso às funções de pesquisa e ao correio electrónico do Google estiveram bloqueados, horas depois de este motor de busca ter sido criticado pela agência oficial Xinhua e pelo Diário do Povo por permitirem o acesso a conteúdos pornográficos.
“É claramente um aviso ao Google bem como a outras companhias estrangeiras”, disse ao “Guardian” Xiao Qiang, o fundador do site China Digital Times. “É também um sério aviso ao netizens chineses. O Governo está a mostrar a sua determinação em manter a Internet sob controlo”, acrescentou.
A partir de 1 de Julho, todos os computadores na China terão de ser vendidos incorporando um filtro chamado Green Dam (Barragem Verde), uma medida que os Estados Unidos criticaram abertamente na quarta-feira.
Para a administração norte-americana, o Green Dam viola regras comerciais, enfraquece a segurança dos computadores e levanta sérias preocupações quanto à censura na Internet, sintetiza a BBC.
“A China está a colocar as empresas numa situação insustentável, ao exigir-lhes, virtualmente sem dar qualquer informação prévia, a pré-instalar um software que parece ter implicações ao nível da censura e da segurança das redes informáticas”, disse o secretário norte-americano do Comércio, Gary Locke.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388621&idCanal=11
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
A censura novamente
O que vale é que há sempre alguém que vai descobrindo maneiras de dar a volta a estas proibições. Desta vez tenho que agradecer ao Cláudio.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
O sismo na Rádio Macau
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Chengdu Zebra Music Festival
Pela minha parte tive oportunidade de participar no primeiro “Rock in Rio” de Chengdu (ainda que eu seja mais Sudoeste) por uma fracção do preço.
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Há um ano atrás...
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Gripe A H1N1: Primeiro caso na China continental... em Chengdu
Os testes realizados no Hospital de Doenças Infecciosas de Chengdu, capital da província de Sichuan, confirmaram a presença deste novo vírus, noticiou a agência oficial China Nova, citando o Ministério da Saúde. O jovem, Bao, deixou os EUA, onde estuda, a 7 de Maio, passando por Tóquio antes de voar para Pequim e em seguida para Chengdu, onde chegou no sábado.
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Em viagem XIV - Última paragem em Guangxi

Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Em viagem XIII - Bangkok
Gostei de me perder no caos urbano e de me reencontrar, a espaços, em espaços frescos e silenciosos, quase que pequenos oásis numa cidade onde quase sempre há muita gente e onde o calor é um manta húmida e abafada. E apesar de nunca ter lido nada sobre Bangkok, imagino que seja um lugar comum dizer-se que há várias Bangkoks dentro de Bangkok. Mas mesmo assim digo-o (ou repito-o).
Há, por exemplo, a Bangkok dos turistas, amontoados nas 3 ou 4 ruas das guest-houses, hippies, bronzeados e tatuados, como uma massa uniforme de gente que quer ser diferente. Há a Bangkok chinesa (ou cantonesa) do labirinto de minúsculas e intermináveis ruas e vielas de cheiros chineses e desse formigueiro humano que é a China das Chinatowns. Há a Bangkok do turismo sexual, onde se misturam os turistas curiosos (ou será ao contrário?), com os seus espectáculos inenarráveis saídos de filmes de série B. Há a Bangkok moderna que podia ser em qualquer cidade chinesa. E há a Bangkok da gente normal que apanha o barco para ir para o trabalho porque as ruas estão demasiado congestionadas. E haverá muitas outras, tantas quantas as pessoas que a habitam, como acontece com qualquer outra cidade no fundo.
A minha Bangkok é uma mistura de todas estas e tem ainda algo que é só meu e dela. Uma surpresa por fim, depois das desilusões que tinha encontrado até então.
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Em viagem XII - Full Moon Party
Na verdade percebo o porquê – a praia, no extremo sul da ilha, para além de, por si só, ser muito bonita, é abençoada com a melhor vista do mundo para a lua cheia, que, num lento movimento vertical iniciado a partir do Oceano, vai deixando ver a sua face precisamente no centro da praia e da festa. É uma vista impressionante… ainda que duvido, que no meio de toda aquela confusão, haja muita gente com discernimento suficiente para a apreciar como ela merece.
Não menos impressionante é o nascer do sol e os maravilhosos tons de azul com que a natureza presenteia os (ainda muitos) foliões que resistem até ao amanhecer. Foi nessa altura que voltei para casa, no último barco, arrependido de não ter levado a máquina fotográfica… já que, bem vistas as coisas, desta vez limitei-me a ser espectador.
Fotos do "Mateus"
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Em viagem XI - A praia
Não foi fácil chegar à praia. A certa altura cheguei a pensar que o mundo se tinha unido contra mim para me impedir de chegar ao Sul da Tailândia. Mais tarde, já à sombra de um coqueiro, cheguei à conclusão que o mundo tem mais que fazer do que se preocupar comigo e que sofrer para se alcançar um objectivo valoriza-o ainda mais.
Depois de 48 horas praticamente sem pregar olho, perseguido pelas mais variadas contrariedades, cheguei finalmente a Koh Tao, uma ilha no sul da Tailândia. Areia branca, água tépida e paisagens de cartão postal foram os ingredientes para os dias que se seguiram, na companhia de um grupo multinacional, todo ele vindo de Chengdu, que mais ou menos por coincidência se encontrou todo nesta parte do mundo.
A Tailândia tem, provavelmente, as praias mais bonitas do mundo. Tem, sem dúvida, uma das indústrias turísticas mais desenvolvidas do mundo, o que, quase sempre, me deixou algo desiludido e com saudades da autenticidade da China. Mas o objectivo primário da viagem estava cumprido – mais de um ano depois estava na praia. E soube bem.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Em Viagem X - No paraíso dos mochileiros
Da primeira vez que vim cá, rendi-me a esta aberração que é estar no Laos sem estar no Laos e que, diga-se, pode ser bastante divertida, por um lado, e relaxante, por outro, desde que se esteja com o estado de espírito adequado. Desta vez não estava, e, por isso, preferi passar os dias de bicicleta pelos arredores e ir para a cama cedo com os meus livros.
Os arredores de Vang Vieng são maravilhosos; e com toda a gente a chapinhar dentro de água não se encontrava quase ninguém pelo caminho. Os dois miúdos que aparecem na fotografia abaixo (há mais um na parte de trás do veículo) ofereceram-me ópio (!) Foi a segunda vez que mo ofereceram no Laos e a primeira tinha sido uma velhota…
O ponto alto da minha passagem por Vang Vieng foi quando, já perto do pôr do Sol, decidi subir um dos muitos montes característicos da região e me deparei com uma vista de tal modo espectacular, que não há fotografia que lhe faça justiça. E toda para mim!

Mas ainda havia uma surpresa reservada para o dia da minha partida. Acordei de madrugada para apanhar o primeiro autocarro do dia para Vientiane, e deparei-me com a mais famosa cerimónia do Laos, em que os monges se juntam, diariamente, e fazem uma ronda pelas principais ruas da localidade para recolher esmolas e comida. Na cultura budista, a melhor forma de “adquirir” bom Karma é tratar bem os monges, não só desta forma como também reservando-lhes alguns direitos especiais – nos transportes públicos da Tailândia, por exemplo, há sempre lugares reservados para monges, que também não têm que pagar bilhete.
No total já passei mais de um mês no Laos, mas foi no meu último dia no país, e totalmente por acaso, que vi finalmente esta importante cerimónia. Acho que é altura de começar a recuperar do karma negativo que já devo ter acumulado. Há um monge tailandês que tem aulas na sala ao lado da minha. Amanhã vou convidá-lo para almoçar.
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Em viagem IX - Luang Prabang
Tinha estado emLuang Prabang há pouco mais de um ano atrás e achei a cidade ainda mais bonita do que quando a deixei. O número de turistas também aumentou e os preços também me pareceram ligeiramente inflacionados. Em todo o caso, fica ainda a anos luz dos destinos mais turísticos da Tailândia.
Estive em algumas partes onde ainda não tinha estado mas fiz questão de ainda deixar outras para a próxima a próxima visita.
Ficam as imagens:
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Em viagem VIII - O país mais bombardeado do mundo
Apesar de nunca ter estado oficialmente envolvido na guerra do Vietname o Laos detém o triste recorde de ser o país mais bombardeado do mundo, em termos de quilos de bombas por habitante.
Enquanto durou a guerra do Vietname, os habitantes deste país foram-se habituando a passar grande parte da sua vida em grutas, que graças à topografia do país, são abundantes. Hoje em dia praticamente todas são visitáveis.
Uma delas chegou mesmo a ser utilizada como Sede do Banco de Luang Prabang. Na foto abaixo pode-se ver o gabinete de contabilidade
Hoje em dia os locais vão encontrando outro tipo utilidade para parte das bombas que nunca chegaram a explodir...
Domingo, 15 de Março de 2009
Em viagem VII - Dias preguiçosos
As opções de lazer, para além de passar o dia inteiro deitado numa rede montada na varanda do bungallow sobre o rio (que corresponde a 90% das opções de alojamento), são: caminhadas, passeios de bicicleta e passeios de canoa. Nada mau. Decido ficar uns dias por estas bandas, explorando um pouco os arredores, tirando fotografias e, mais importante, respirando ar puro. É que um ano de China, onde o céu só é azul duas vezes por mês, é suficiente para fazer mossa.
Rua principal de Muang Ngoi
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Em viagem VI - Primeiros passos no Laos
Chegámos ao Laos por terra e fomos percorrendo parte do Norte até chegar à capital Vientiane. Passámos muitas horas em autocarros, barcos e tuk tuks (o transporte local típico, que consiste numa motorizado com atrelado), quase sempre em condições de conforto mínimo. Mas o que importa isso quando estamos no Laos? Se estamos no Laos há que fazer como a gente do Laos... e sorrir.
Segunda-feira, 9 de Março de 2009
Em viagem V - Pela estrada fora (2)
Sexta-feira, 6 de Março de 2009
Em viagem IV - Pela estrada fora (1)
Depois de me encontrar com o António em Kunming, seguimos para Xishuanbanna, no Sul de Yunnan. Foi a segunda vez que estive em Jinghong, a maior cidade do sul, mas desta vez fui com mais tempo para explorar os arredores. Ponderadas as opções, decidimos apanhar um autocarro ainda mais para Sul e de lá voltar a pé para Jinghong. Apesar de não ser o percurso mais original do mundo (quase todos os mochileiros que passam por esta região acabam por fazer algo do mesmo género), a verdade é que não vimos mais turistas durante os 3 dias em que andámos por lá, e a possibilidade de comunicar com os locais no seu idioma é sempre garantia de ter experiências mais autênticas.
As paisagens eram interessantes, apesar de algo monótonas depois de umas quantas horas de caminhada. O clima no Sul da China é tropical e notava-se que estamos na estação seca.
Chegámos à primeira aldeia por volta da hora de almoço e "convidámo-nos" para comer em casa de um dos locais. A etiqueta neste tipo de situações diz que se deve deixar uma pequena quantia em sinal de agradecimento ao anfitrião. Este, por sua vez, recusa duas vezes antes de acabar por a aceitar. Esta primeira aldeia tinha ainda a particularidade de grande parte das casas terem telhados azuis. Estamos a falar de uma aldeia para onde não existem transportes públicos, supostamente isolada da civilização, onde todas as construções são em madeira, mas onde saltam à vista os luminosos telhados azuis de alumínio.
Entretanto conseguimos descobrir que a empresa que foi contratada para construir a estupa local também tem no seu portfolio, imagine-se, todo o tipo de telhados, em várias tonalidades de azul. É a mesma história repetida vezes sem conta em diferentes latitudes: perde-se no pitoresco mas ganha-se no conforto. E desconfio que para os locais a escolha seja fácil.
Nesse dia, depois de almoço ainda arrepiámos caminho para a aldeia seguinte, na esperança de encontrar onde dormir.
Fomos dando de caras com alguns búfalos...
... e conseguimos chegar ao destino antes do pôr do sol.
Voltámos a "convidar-nos" para passar a noite em casa de alguns locais, e após quebrarmos o gelo inicial, acabámos por passar um serão bastante agradável, entre conversas sobre a vida e outras coisas e uma filmagem de um festival de minorias étnicas, recente, em que os Ha Ni Zu (a minoria maioritária nesta última paragem) também tinham estado presentes. Tivemos a sorte de grande parte da família estar ausente para comemorar o Ano Novo em outras aldeias e, como tal, haver ainda muito chão livre para estendermos a nossa manta e, depois de um dia cansativo, gozar um sono repousante, apenas interrompido a espaços pelo roncar do chefe de família.
Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Em viagem III - Em família
... como para passear pelo campo...
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Em viagem II - cenas de um casamento
Seriam cerca de 10 horas de viagem até Xichang (西昌), no Sul de Sichuan, onde chegaria por volta das 8 da manhã e onde esperava apanhar um autocarro até ao Lugu Lake , no Norte da província de Yunnan. Mas os imprevistos não se fizeram esperar e acabei por não chegar sequer a Xichang devido a uma proposta irrecusável - um convite para um casamento.
Os noivos (a noiva não está realmente trise. A ausência de um sorriso explica-se antes pelo respeito aos pais - demonstra que está triste por os deixar)
o copo de água
com o pai da noiva
com o irmão da noiva
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